Uma operação da Polícia Militar foi desencadeada nesta quarta-feira (2) no Parque Aeroporto, em Macaé, Norte Fluminense, com o objetivo de apurar denúncias sobre a influência do crime organizado na oferta de serviços essenciais como água e internet na localidade. As investigações foram motivadas por relatos de moradores que se sentiram coagidos a contratar serviços específicos.
Investigação sobre serviços de internet
A ação policial teve início após denúncias de que residentes estavam sendo forçados a optar por um único provedor de internet. Além disso, foram reportados cortes de conexão à noite e restrições ao funcionamento de outras empresas do setor. Durante a operação, uma testemunha foi encontrada em um local associado ao fornecimento de internet, relatando ter ido ao estabelecimento sob orientação de criminosos.
Relato de testemunha e ações policiais
O tenente-coronel Márcio Rodrigues, comandante da Polícia Militar de Macaé, destacou que a testemunha confirmou que a contratação do serviço estava sendo imposta pelo crime organizado. O depoimento foi registrado por uma câmera corporal de um policial. “Após recebermos informações pelo disque-denúncia, iniciamos uma ação de inteligência entre o 32º Batalhão e a 123ª DP para abordar a situação”, afirmou Rodrigues.
Fornecimento de água e preços abusivos
Além das investigações sobre internet, a operação também investiga a monopolização do fornecimento de água mineral na região. De acordo com a PM, apenas uma empresa estava fornecendo água, e comerciantes relataram elevações nos preços e a imposição de um valor mínimo de venda de R$ 12.
Irregularidades encontradas
Durante a ação em um comércio local, foram apreendidos 13 galões de água que não possuíam nota fiscal de aquisição. Até o momento, não foi estabelecida uma relação entre o fornecedor de água e o tráfico de drogas. No total, quatro pessoas foram levadas à Delegacia de Macaé, e materiais como um rolo de fibra óptica e um notebook também foram apreendidos.
Continuidade das investigações
As investigações sobre práticas semelhantes estão em andamento em outras comunidades de Macaé. O delegado Pedro Emílio Braga informou que já existem inquéritos abertos e ordens de prisão contra indivíduos suspeitos de envolvimento em atividades ilícitas. Ele enfatizou que a unidade policial está priorizando esses casos e que novas prisões poderão ser realizadas.
A Polícia Militar mantém o policiamento intensificado no Parque Aeroporto e seguirá investigando para identificar os responsáveis por quaisquer restrições e esclarecer o funcionamento do controle de serviços na área. A situação continua a ser monitorada com atenção pelas autoridades.







