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Rendimento de PCDs é 70% inferior ao de não PCDs, aponta IBGE

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Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência

Novos dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18), revelam que o rendimento médio de trabalhadores com deficiência, de R$ 2.053, corresponde a cerca de 70% do rendimento daqueles sem deficiência, que é de R$ 2.890.

O pesquisador do IBGE, João Hallak Neto, destacou que em todos os setores econômicos analisados, pessoas com deficiência recebem menos que aquelas sem deficiência. Além disso, elas tendem a estar mais concentradas em atividades de menor remuneração, como serviços domésticos, agropecuária, alojamento e alimentação.

A pesquisa também identificou que o setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais oferece os melhores rendimentos, onde pessoas com deficiência recebem, em média, R$ 3.223. Este valor representa cerca de 78% do salário médio recebido por pessoas sem deficiência, que é de R$ 4.146.

nos lares

Nos domicílios onde há moradores com deficiência, a renda advinda do trabalho representa 55,7% do total, enquanto outras fontes respondem por 44,3%. Em contraste, em lares sem pessoas com deficiência, 78,4% da renda provêm do trabalho, sendo 21,6% oriundos de outras fontes.

ocupação

O nível de ocupação entre pessoas com deficiência é de apenas 29%, ou seja, três em cada dez estão empregadas. Entre indivíduos sem deficiência, esse índice é de 55,8%. A população em idade de trabalho com deficiência soma 13,71 milhões, dos quais 3,97 milhões estão ocupados.

A pesquisa também revelou que o menor nível de ocupação está entre aqueles com limitações mentais, com 12,9%. Outros grupos com ocupação abaixo da média incluem pessoas com dificuldade para caminhar (17,2%) e para pegar objetos pequenos (17,7%). Pessoas com múltiplas dificuldades apresentam um nível de ocupação de 15,6%.

Os grupos com maior taxa de ocupação são aqueles com dificuldade para enxergar (35,9%) e ouvir (27,5%). Analisando por sexo e cor ou raça, homens pretos e pardos têm um nível de ocupação maior (36%) em comparação aos homens brancos (34,6%). Entre as mulheres, pretas ou pardas (25,6%) estão mais ocupadas que as brancas (22,7%). Para pessoas sem deficiência, a tendência é inversa, com maior ocupação entre brancos.

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