A nova adaptação cinematográfica de “Street Fighter”, que estreia no Brasil em 15 de outubro, promete uma experiência fiel ao estilo dos jogos de fliperama, sem repetir o caos da produção de 1994. Sob a direção de Kitao Sakurai, o elenco enfrentou intensos desafios físicos, mas evitou os problemas que marcaram a primeira versão estrelada por Jean-Claude Van Damme e Raul Julia.
No novo filme, Andrew Koji, conhecido por seu papel em “Warrior”, interpreta Ryu e optou por realizar a maioria das cenas de luta sem dublês. “Rompi a panturrilha filmando a grande luta contra o Akuma”, revelou Koji em entrevista, destacando a intensidade das gravações. David Dastmalchian, que interpreta M. Bison, também se dedicou ao papel, a ponto de ferir as mãos em uma cena de combate.
Para Callina Liang, que vive Chun-Li, a preparação foi focada em treinos intensivos de artes marciais, resultando em um ganho de quase 10 quilos. “Foi o caos mais divertido da minha vida”, comentou Liang sobre as filmagens.
Embora o processo tenha sido exigente, Sakurai destacou que a experiência foi positiva, especialmente em comparação com as dificuldades enfrentadas em 1994. Naquela época, a produção lidou com problemas como o vício em cocaína de Van Damme, as condições de saúde de Raul Julia e desafios logísticos na Tailândia.
David Dastmalchian sentiu o peso de substituir Raul Julia no papel de Bison. Ele buscou inspiração em figuras históricas e personagens literários para dar profundidade ao vilão. “Bison é alguém que realmente acredita ser a criatura mais poderosa do planeta”, afirmou Dastmalchian.
Sakurai enfatizou que o novo filme abraça a essência colorida e irreverente de “Street Fighter”, contrastando com a abordagem mais séria de adaptações anteriores. O elenco e a equipe enfrentaram os desafios com paixão pela franquia, sem repetir o tumulto da década de 90.







