A Petrobras anunciou um aumento de 11,76% no preço do querosene de aviação (QAV), que já está em vigor nas refinarias da companhia a partir desta quinta-feira, 1º de outubro. O preço médio, que era de R$ 5,585 por litro em setembro, passou para R$ 6,242 por litro. As informações detalhadas sobre os preços em cada refinaria podem ser encontradas no site da Petrobras.
Ajuste de preços Conforme previsto em contrato, o preço do QAV vendido às distribuidoras é ajustado mensalmente, sempre no dia 1º de cada mês. A Petrobras justificou o aumento pela situação de instabilidade no Oriente Médio, que tem afetado a logística da indústria do petróleo.
Impacto da guerra no Oriente Médio Desde o início dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começaram em março, o preço do QAV teve um aumento expressivo, alcançando 74% a mais do que no início do conflito. O Estreito de Ormuz, uma importante passagem marítima para o comércio de petróleo, tornou-se um ponto crítico, reduzindo a oferta global e pressionando os preços para cima.
Repercussões no setor aéreo Antes dos conflitos, o querosene de aviação representava cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Após o início da guerra, a participação do QAV nos custos operacionais ultrapassou 45%, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Contexto de mercado Embora o Brasil seja um produtor de petróleo, os preços de seus derivados são determinados pelo mercado internacional, já que são considerados commodities. Ao longo dos meses, houve variações nos preços do QAV devido às flutuações no cenário internacional, com reduções temporárias em junho e julho, seguidas de aumentos em agosto, setembro e agora em outubro.
Distribuição do QAV O QAV é produzido ou importado pela Petrobras e comercializado com distribuidoras, que depois o repassam para companhias de transporte, aeroportos e revendedores. A Petrobras detém cerca de 85% da produção nacional de QAV, mas o mercado é aberto à concorrência, permitindo a entrada de outras empresas na produção ou importação do combustível.







