quarta-feira, julho 24, 2024
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Agente de Saúde que fraturou dois joelhos em queda de elevador relembra acidente: ‘Estourou o cabo e caiu’

Uma das agentes de saúde que teve ferimentos graves após cair de um elevador localizado em um sobrado no bairro San Remo, em Votuporanga (SP), na manhã de terça-feira (18), falou sobre a angústia que sentiu durante o ocorrido.

Aline Katiuscia Silva Rios, de 41 anos, fraturou os dois joelhos, enquanto Monica Luiza Freitas França, de 42 anos, teve fraturas na tíbia e na coluna.

À TV TEM, Aline contou que as duas faziam vistoria em imóveis para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue e outras doenças.

Ao chegarem ao sobrado, elas foram informadas pelos moradores que poderiam subir pelo elevador. Ainda segundo Aline, não havia nenhum aviso sobre peso máximo e quantidade de pessoas que podiam ser transportadas no elevador.

“A paciente gritou de lá de cima: sobe pelo elevador. E o elevador não tem nada escrito, quantidade de pessoas, peso, nada. É um elevador residencial. Ela só gritou ‘sobe pelo elevador’ e, aí, eu e a Mônica fomos e subimos no elevador. Eu com medo, mas segurando a mão da Mônica, nós subimos. Chegou lá em cima, a gente viu o cachorrinho branco, a porta de vidro, é a única coisa que eu lembro, aí ele desabou”, conta.

Aline Katiuscia Silva Rios caiu de elevador em Votuporanga (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Aline Katiuscia Silva Rios caiu de elevador em Votuporanga (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Segundo apurado pela TV TEM, as mulheres usaram o elevador para ir ao piso superior da residência e ele despencou de uma altura aproximada de cinco metros.

O Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi acionado para socorrer as duas agentes de endemias. A mais velha foi levada com ferimentos graves para a Santa Casa de Votuporanga, onde passou por uma cirurgia e permanecia internada até a manhã de quarta-feira (19).

A outra agente foi transferida para o Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto (SP), devido à gravidade dos ferimentos. O estado de saúde atualizado dela não foi divulgado.

A perícia foi acionada e a Polícia Civil investiga o acidente. Um boletim de ocorrência por lesão corporal culposa, quando não há intenção de machucar, foi registrado.

“Estourou o cabo e ele [elevador] caiu. Nós estávamos em pé, aí, com o impacto, a gente caiu as duas sentadas né, mas a minha perna virou para trás, o calcanhar e o pé viraram para trás, e a Mônica com o joelho debaixo da minha perna. Ela teve fratura na coluna. Ela gritava muito da coluna e eu gritava com essa perna. Foi um desespero, porque a gente não sabia como sair dali, não conseguia, eu não conseguia firmar a perna para sair”, explicou Aline.

Ela diz que está muito assustada com tudo o que aconteceu, mas garante que ambas se sentem agradecidas por estarem vivas.

“A hora que lembra, dá um desespero, dá um pânico. Tem que tomar muito cuidado com o elevador”, finaliza a agente de endemias.Reproduzir vídeo

Agentes de saúde ficam feridas em queda de elevador em Votuporanga

Em nota, a Prefeitura de Votuporanga informou que o imóvel citado possui o projeto aprovado e Habite-se datados em 2002. Para uso residencial com dois ou mais pavimentos, a administração municipal informou que não existe a exigência legal de se colocar elevadores. No entanto, a decisão fica por conta do proprietário.

Ainda conforme a prefeitura, a Associação Brasileira de Norma Técnica (ABNT) tem inúmeras normas que regulamentam a fabricação, instalação, manutenção e utilização de elevadores, sendo a aplicação de responsabilidade do responsável técnico (fornecedor, instalador, fabricante) e do proprietário. Por ser de uso residencial, disse que não é passível de fiscalização do município.

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