domingo, julho 21, 2024
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Criança se limpa com a mão por falta de papelhigiênico nas Escolas de Votuporanga

Em pleno século XXI, parece inacreditável que instituições públicas de ensino não consigam garantir o mínimo de dignidade aos seus alunos. No entanto, é
exatamente este o quadro alarmante que se desenha nas escolas municipais de Votuporanga, onde a escassez de papel higiênico transformou-se em uma
vergonhosa crise de gestão e saúde pública.
A situação, que beira o absurdo, chegou ao ponto de a direção das escolas apelar – ainda que informalmente – para que os próprios pais enviem papel higiênico de
casa. Um pedido que escancara a ineficiência administrativa e joga nas costas das famílias a responsabilidade que deveria ser do poder público.
Por aproximadamente um mês, os sanitários escolares viraram cenário de um filme distópico: nenhum vestígio de papel higiênico. A “solução” encontrada? Racionar
o pouco material disponível, transformando as professoras em uma espécie de “guardiãs do rolo”, obrigando crianças e adolescentes ao vexame de ter que pedir
publicamente para realizar suas necessidades mais básicas.
Enquanto isso, a burocracia segue seu ritmo letárgico. As escolas são instruídas a aguardar novos processos licitatórios, como se a higiene pudesse esperar os trâmites
kafkianos da administração pública. A ausência de papel toalha completa o quadro de desleixo, ignorando completamente as mais elementares noções de higiene.
O ápice do descalabro foi atingido quando se soube que um aluno, privado dos meios adequados para sua higiene, foi obrigado a limpar-se com a mão e, em
seguida, passou suas fezes na parede do banheiro. Um episódio que deveria causar profunda vergonha em qualquer gestor público minimamente comprometido
com a educação e o bem-estar dos estudantes.
Mães indignadas, que por medo optaram pelo anonimato – outro sintoma preocupante do ambiente que se instalou -, desabafaram sobre a inadmissibilidade da
situação. Estão certas. É inconcebível que, em uma sociedade que se pretende civilizada, crianças sejam submetidas a condições tão degradantes em seu local de
estudo.

A omissão da Secretaria Municipal de Educação, que até o momento desta publicação não se pronunciou sobre o assunto, só agrava a percepção de um poder
público ausente e desconectado das necessidades mais básicas da população.
Resta saber até quando os alunos de Votuporanga terão que suportar essa afronta à sua dignidade, e quando os responsáveis por esse fiasco administrativo serão
chamados a prestar contas de sua clamorosa incompetência.
Talvez a escassez de papel higiênico nas escolas municipais de Votuporanga possa ser explicada pelo alto consumo no Paço Municipal. Afinal, com tanta “cagada”
sendo feita por essa gestão há tanto tempo, não é de se surpreender que o estoque de papel higiênico tenha acabado rapidamente por lá. Seria cômico, se não fosse
trágico, ver as crianças pagando o preço pelas trapalhadas administrativas.

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