quarta-feira, julho 24, 2024
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Preso por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no RJ é ex-vice-prefeito de Fernandópolis

O ex-vice-prefeito de Fernandópolis (SP) Alcides do Faria Benedito de Andrade foi preso por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, durante operação desenvolvida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A prisão foi feita em Boituva (SP), na terça-feira (9).

Os policiais localizaram o suspeito em um condomínio em Boituva e cumpriram o mandado de prisão. Em seguida, Alcides foi levado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em Itapetininga (SP).

Faria passou por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (10). A Justiça manteve a prisão preventiva do investigado, que foi transferido para a Penitenciária 2 de Itapetininga.

Alcides foi eleito vice-prefeito de Fernandópolis em 1996, na coligação do ex-prefeito à época Armando Farinazzo, que já morreu. Também ocupou cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Atualmente, tem uma empresa no ramo de distribuição de bebidas, fundada em junho de 2015. Andrade também já atuou em uma cervejaria.

g1 tenta contato com o advogado de defesa do suspeito.

Operação

Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra traficantes — Foto: Reprodução/TV Globo

Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra traficantes — Foto: Reprodução/TV Globo

Operação Rota do Rio

A Polícia Civil do RJ prendeu 10 pessoas na 2ª fase da Operação Rota do Rio, contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Desta vez, agentes saíram para cumprir 26 mandados de prisão no Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), os alvos eram pessoas jurídicas e físicas responsáveis pela lavagem de dinheiro das facções Comando Vermelho e Família do Norte, que atua no Amazonas.

Foram sete presos no Amazonas, dois em São Paulo (incluindo Alcides) e um no Rio de Janeiro.

Organização

Os policiais investigaram o caminho percorrido pelo dinheiro. As contas de empresas investigadas movimentaram R$ 126 milhões em dois anos. As investigações mostraram que o grupo conta com entrepostos em vários estados, para não levantar suspeitas, até chegar a Manaus.

Havia uma divisão de tarefas que incluía depósitos bancários em contas de pessoas jurídicas, localizadas principalmente nas regiões de fronteira do estado do Amazonas. Essa ação tinha como objetivo ocultar a origem ilícita do dinheiro que era investido nesses negócios.

As investigações se estenderam de abril de 2017 a junho de 2021.

Mapa Rota do Rio — Foto: Arte/g1

Mapa Rota do Rio — Foto: Arte/g1

Segunda fase

A ação é a segunda fase de uma operação que aconteceu no mês passado, quando os policiais descobriram que criminosos do Rio de Janeiro compravam drogas de países que fazem fronteira com o estado do Amazonas.

Os entorpecentes atravessavam o país via rodoviária e por barcos e, na capital fluminense, eram distribuídos entre as comunidades cariocas ligadas ao Comando Vermelho.

Carros da Polícia Civil na entrada da comunidade Parque União — Foto: Reprodução/TV Globo

Carros da Polícia Civil na entrada da comunidade Parque União — Foto: Reprodução/TV Globo

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