Na abertura do Rock in Rio 2026, a banda Rise Against enfrentou um grande percalço: seus instrumentos desapareceram antes da apresentação. O vocalista Tim McIlrath compartilhou a situação inusitada com o público no Palco Mundo, informando que “nosso equipamento foi deixado em algum lugar”, sem explicações sobre como isso ocorreu.
Superação em meio a adversidades
Em uma rápida mobilização, a equipe do festival e outras bandas se uniram para fornecer os instrumentos necessários para que o Rise Against pudesse se apresentar. O guitarrista Zach Blair usou uma guitarra pela primeira vez, enquanto o baixista Joe Principe e o baterista Brandon Barnes também tocaram em equipamentos desconhecidos, tendo apenas uma hora para se familiarizar com eles antes do show. McIlrath expressou sua gratidão à equipe do festival, dizendo: “Esses caras providenciaram tudo para estarmos aqui hoje. Todo mundo aqui foi mais legal do que em qualquer outro festival do mundo.”
Momentos marcantes no palco
Durante a apresentação, McIlrath revelou ao público que estava tocando um violão emprestado ao interpretar “Swing Life Away”, enfatizando: “Nunca tinha visto esse violão na minha vida”. Ele também destacou a simplicidade do show, afirmando que “aqui não tem computador e não tem metrônomo — são só quatro pessoas tocando.” Apesar de um início com guitarras com som baixo, o volume foi ajustado, e a performance se estabilizou, levando a plateia a uma experiência musical intensa.
Uma conexão especial com o Brasil
Em meio aos desafios, o vocalista também recordou a forte conexão da banda com o Brasil. Ele relembrou que, há 25 anos, quando o Rise Against ainda viajava em turnês de van, eles se divertiam ouvindo o álbum ao vivo do Iron Maiden, gravado no Rock in Rio de 2001. “Ouvíamos Iron Maiden e sonhávamos em tocar aqui um dia”, comentou McIlrath, ressaltando a importância desse momento na trajetória da banda.
A apresentação do Rise Against foi a penúltima do Palco Mundo, antes do show principal dos Foo Fighters. O que poderia ter sido uma grande decepção se transformou em uma das histórias mais memoráveis da abertura do festival, com músicas como “Prayer of the Refugee” e “Savior” elevando a energia da plateia e consolidando o sucesso da banda na noite.







