O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou nesta quinta-feira (17) que não teme represálias, após receber informações da Polícia Federal. Mendonça reconheceu que foi alertado sobre possíveis ataques pessoais devido à sua posição em meio à crise no tribunal, mas garantiu que continuará a cumprir suas funções com “serenidade e responsabilidade”.
A declaração ocorre em um contexto de disputas internas no STF, destacadas pelo caso Master, que tem gerado debates intensos entre os ministros. Nesta semana, o tribunal enfrentou discussões acaloradas e divergências sobre investigações.
O presidente do STF, Edson Fachin, tomou medidas em resposta à crescente tensão. Na quinta-feira, ele cancelou uma sessão extraordinária do plenário e retirou da pauta o julgamento que avaliaria a atuação de Mendonça em investigações ligadas ao Banco Master. Este julgamento estava previsto para 23 de setembro e havia sido agendado por Fachin para ser analisado separadamente de outro caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
A retirada do caso da pauta ocorreu após uma sessão tumultuada na terça-feira (15), quando discussões sobre a tramitação dos procedimentos relacionados ao caso Master foram interrompidas por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.







