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Desigualdades de PCDs: IBGE revela dados sobre trabalho e renda

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PCDs no Brasil: o que os dados do IBGE revelam sobre trabalho, renda e educação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira (18) a 2ª edição do informativo “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil”, com base no Censo Demográfico 2022. O levantamento revela que 14,4 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, representando 7,3% da população total. Desse grupo, 6,03% enfrentam deficiência severa e 1,23% têm deficiência profunda.

A pesquisa, além dos dados do Censo, incorpora informações de outras fontes, como a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Censo Escolar, Censo da Educação Superior do INEP e dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Principais dificuldades enfrentadas

A dificuldade mais prevalente entre as pessoas com deficiência é a visual, que afeta 4,0% da população. Outras dificuldades comuns incluem mobilidade para caminhar ou subir degraus (2,6%) e habilidade para pegar objetos pequenos (2,0%). Problemas ligados a funções mentais e múltiplas limitações simultâneas representam 1,4% cada, enquanto dificuldades auditivas atingem 1,3%.

Mercado de trabalho e renda

Nos lares com pessoas com deficiência, a renda do trabalho representa 55,7% do total, contrastando com 78,4% nos domicílios sem pessoas com deficiência. A ocupação no mercado de trabalho para pessoas com deficiência é de 29,0%, quase metade do índice de pessoas sem deficiência, que é de 55,8%. Essa diferença é ainda maior entre aqueles com deficiência profunda, onde a taxa de ocupação cai para 21,2%. Além disso, 57,9% das pessoas com deficiência ocupadas contribuem para a previdência, comparado a 67,7% entre aquelas sem deficiência.

Educação e analfabetismo

O analfabetismo é uma questão crítica, com uma taxa de 12,2% entre pessoas com deficiência, doze vezes maior que a de 1,0% entre as pessoas sem deficiência.

Inclusão no serviço público federal

A presença de pessoas com deficiência no serviço público federal tem aumentado. De 2015 a 2024, o percentual de servidores com deficiência subiu de 0,7% para 1,5%, com um pico em 2025, quando atingiu 2,8%. Este aumento foi observado também em cargos comissionados, crescendo de 0,8% em 2015 para 3,1% em 2025 nos níveis 1 a 12, e de 0,3% para 1,5% nos níveis 13 a 17.

O relatório do IBGE destaca as significativas desigualdades enfrentadas por pessoas com deficiência no Brasil, enfatizando a necessidade de políticas públicas mais inclusivas.

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