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Entidade critica mudanças judiciais antes de debate cancelado

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Entidade internacional manifesta preocupação com decisões que antecederam cancelamento do debate da Globo

Uma entidade internacional expressou preocupações em relação às decisões judiciais que culminaram no cancelamento do debate presidencial da TV Globo, programado para a noite de quinta-feira (1º). Em comunicado na sexta-feira (2), a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) destacou a insegurança jurídica decorrente de alterações feitas pouco antes do evento, afetando a autonomia editorial dos veículos de comunicação.

A AIR enfatizou que, embora as autoridades eleitorais e judiciais tenham competência para assegurar o cumprimento das leis e a equidade nos processos eleitorais, é crucial que isso ocorra respeitando a liberdade de expressão e a independência editorial.

A manifestação da AIR alinha-se às críticas de entidades brasileiras de mídia. Na quinta-feira, a Abert, Aner e ANJ demonstraram “profunda indignação” com a interferência judicial nas regras acordadas para o debate.

Decisões judiciais e o cancelamento do debate

O debate foi cancelado pela TV Globo após receber intimações judiciais. Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela ministra Estela Aranha, impediu a emissora de exibir o púlpito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não participaria, e de permitir perguntas dos candidatos ao petista. As regras iniciais previam um púlpito vazio para o ausente e a possibilidade de perguntas de 30 segundos sobre ele.

Outra intimação, do ministro Gilmar Mendes do STF, exigiu a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate, a pedido do Solidariedade. Além disso, Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, alterou a contagem de parlamentares para debates, garantindo a presença de Romeu Zema (Novo).

Liberdade de imprensa em questão

A AIR destacou que debates eleitorais são de interesse público, permitindo aos eleitores avaliar ideias e propostas dos candidatos. A entidade defende que, dentro da legalidade, os meios de comunicação devem ter autonomia para definir a organização e os critérios editoriais dos debates. A AIR apelou às autoridades brasileiras para que preservem a liberdade de imprensa e a segurança jurídica, essenciais para a independência editorial.

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