Zema critica isenção de impostos sobre blusinhas importadas Romeu Zema se opõe ao fim da taxação de blusinhas importadas sem compensações para empresas nacionais. O candidato à presidência, Romeu Zema, expressou sua preocupação em relação ao recente fim da taxação sobre compras internacionais de até US$ 50, que afeta diretamente o comércio nacional. Durante um encontro com empresários em São Paulo, ele destacou que essa isenção pode prejudicar as empresas brasileiras, criando um cenário de concorrência desleal.
Medida aprovada pelo Senado
Na quinta-feira (3), o Senado aprovou uma medida provisória que elimina a cobrança de 20% de imposto de importação sobre as compras internacionais que se enquadram no novo limite. Essa proposta agora aguarda sanção presidencial. Zema, que se reuniu com representantes da União Santa Ifigênia, uma entidade que agrega comerciantes do setor varejista, criticou duramente a decisão, considerando-a um “absurdo” que ignora a realidade das empresas locais.
Concorrência desleal para o comércio nacional
O ex-governador de Minas Gerais argumentou que as empresas estrangeiras não enfrentam as mesmas dificuldades que os empresários brasileiros, que arcam com impostos e custos operacionais. “Quem importa não paga os mesmos encargos que nós. A isonomia é fundamental, e essa situação atual é injusta”, afirmou Zema, ressaltando que a decisão do governo atual favorece o comércio internacional em detrimento do local.
Crítica ao tratamento do empresariado
Zema também comentou sobre a percepção negativa que o governo tem em relação aos empresários. Ele acredita que existe uma narrativa que demoniza esses profissionais, rotulando-os como exploradores ou sonegadores. “O empresário está sendo atacado, quando na verdade ele é fundamental para a economia”, disse.
Proposta de isenção para empresas nacionais
Em entrevista após o evento, Zema defendeu que a isenção de impostos deveria ser estendida também às empresas brasileiras que geram emprego e arrecadam tributos. “É um incentivo a fechar lojas e abrir negócios fora do Brasil, o que é alarmante”, concluiu, chamando a atenção para o aumento de falências e recuperações judiciais no país. O futuro do comércio brasileiro pode estar em jogo, e a discussão sobre a isenção de impostos traz à tona questões cruciais sobre a proteção das empresas nacionais diante de um mercado cada vez mais globalizado.







