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Propostas anticorrupção dos presidenciáveis em destaque

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De inteligência artificial para combater corrupção a confisco de bens: veja as propostas dos presidenciáveis

Uma pesquisa divulgada pela Quaest aponta que a preocupação dos brasileiros com a corrupção subiu de 14% para 22% em apenas 12 dias. Em resposta a esse cenário, cada candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 apresentou suas propostas para enfrentar o problema, indo desde o uso de inteligência artificial até o confisco de bens.

Entre as ideias apresentadas, destacam-se o uso de tecnologias avançadas, endurecimento de penas e maior fiscalização dos gastos públicos. No entanto, de acordo com levantamento do g1, os planos carecem de detalhes sobre execução, custos e mudanças necessárias. Guilherme France, da Transparência Internacional Brasil, enfatiza a necessidade de propostas detalhadas para um combate efetivo à corrupção.

Os presidenciáveis e suas propostas

Lula (PT) O plano de governo de Lula enfatiza o aprofundamento do Plano de Integridade e Combate à Corrupção, com foco em prevenção e responsabilização. Outras propostas incluem a modernização do Portal da Transparência e o fortalecimento da Ouvidoria-Geral da União. O plano critica práticas como o “orçamento secreto”, sem propor mudanças específicas.

Flávio Bolsonaro (PL) Flávio propõe fortalecer a Lei das Estatais e proteger empresas públicas contra indicações políticas, além de ampliar a transparência das emendas parlamentares. O candidato também sugere a reedição de um pacote antifraude na Previdência.

Augusto Cury (Avante) Cury planeja lançar o programa “Sociedade Está de Olho”, que envolveria cidadãos na fiscalização do uso de recursos públicos. Ele defende o uso de inteligência artificial para detectar fraudes e promete investir na capacitação de órgãos de controle.

Renan Santos (Missão) Renan sugere a criação de uma Lei de Responsabilidade Gerencial e um Comissariado Federal de Gestão Pública, que fiscalizaria municípios em tempo real. Municípios com problemas poderiam passar por uma “Tutela Gerencial”.

Ronaldo Caiado (PSD) Caiado propõe o Sistema Nacional Anticorrupção e de Integridade Pública, com uso de inteligência artificial para prevenir fraudes. Ele também defende a criação de uma Lei do Enriquecimento Ilícito para exigir a comprovação da origem de patrimônios.

Romeu Zema (Novo) Zema sugere limitar o foro privilegiado e endurecer penas para crimes de corrupção. O plano também prevê a divulgação de informações financeiras do governo e o controle rigoroso sobre emendas parlamentares.

Leonardo Avalanche (PRTB) Avalanche foca no combate a desvios no SUS e propõe a criação de equipes para fiscalizar licitações em saneamento. Ele também sugere um Imposto Único para combater a sonegação fiscal.

Clariana Barão (DC) Embora não mencione diretamente a corrupção, Barão propõe medidas para melhorar a integridade e transparência nas contratações públicas, sem detalhar mudanças específicas.

Samara Martins (UP) Samara defende medidas punitivas severas contra corruptos, incluindo prisão e confisco de bens. Ela também propõe o fim do lobby corporativo e das emendas parlamentares fisiológicas.

Wilson Grassi (Partido Democrata) Grassi sugere a automação de processos para prevenir fraudes e um painel para monitorar a execução de planos de governo. Ele propõe um Imposto Único Federal sobre lançamentos bancários.

Hertz Dias (PSTU) Hertz defende investigações rigorosas e o confisco de bens de corruptos. O plano também aborda o combate a conexões ilícitas de organizações criminosas com agentes públicos.

Edmilson Costa (PCB) Edmilson propõe uma Comissão da Verdade das Privatizações para investigar vendas de estatais. Ele sugere auditoria da dívida pública e o fim do financiamento privado de campanhas.

Rui Costa Pimenta (PCO) O PCO defende o fim dos privilégios de militares e juízes, propondo a eleição de juízes e procuradores por voto popular.

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