A cidade de Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança na produção agrícola brasileira em 2025, conforme apontado pela Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município desbancou Sorriso, também em Mato Grosso, que detinha o título há seis anos, e agora ocupa a terceira posição, atrás de São Desidério, na Bahia.
Sapezal destacou-se no último ano principalmente por seu desempenho na produção de algodão, responsável por quase 60% do valor total produzido na cidade. O município arrecadou R$ 8,59 bilhões, seguido por São Desidério com R$ 8,22 bilhões e Sorriso com R$ 8,16 bilhões. A soja e o milho também contribuíram significativamente para a economia agrícola local.
A queda de Sorriso no ranking não se deve a uma diminuição na produção, mas a mudanças territoriais que afetaram o cálculo do IBGE. A criação do novo município de Boa Esperança do Norte, formado por áreas antes pertencentes a Sorriso e Nova Ubiratã, reduziu a área plantada de Sorriso em 9,3% em 2025.
Em Sapezal, o algodão herbáceo foi o principal destaque, com um aumento de 42,8% no valor da produção, totalizando R$ 5,12 bilhões. A soja e o milho também apresentaram crescimentos expressivos, com aumentos de 51,4% e 58,1%, respectivamente. A cidade se consolidou como um importante polo agrícola nacional desde sua emancipação em 1994, com uma forte presença de produtores vindos do Sul do Brasil.
A criação de Boa Esperança do Norte também impactou outros municípios, como Nova Ubiratã, que perdeu 42,9% de sua área plantada e caiu do 8º para o 20º lugar no ranking nacional. Boa Esperança do Norte já aparece em 25º lugar, com R$ 1,7 bilhão em soja, R$ 952,8 milhões em milho e R$ 295,2 milhões em algodão.
O Brasil registrou um faturamento recorde na produção agrícola em 2025, atingindo R$ 927,2 bilhões, um aumento de 18,4% em comparação a 2024. A safra histórica de 345,4 milhões de toneladas de grãos e uma área colhida de 101,3 milhões de hectares destacam a força do setor no país, com o Mato Grosso liderando entre os estados, responsável por 17,9% da riqueza agrícola nacional.







