segunda-feira, maio 27, 2024
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Laudo diz que não é possível dizer se idoso morreu antes ou depois de chegar ao banco


Mulher leva morto em cadeira de rodas para sacar empréstimo de R$ 17 mil

laudo de exame de necropsia do idoso Paulo Roberto Braga, obtido pela TV Globo nesta quarta-feira (17), afirmou não ser possível determinar se o idoso morreu antes ou depois de chegar ao banco – para onde foi levado de cadeira de rodas para sacar um empréstimo, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

O perito do Instituto Médico Legal (IML) afirma que o óbito pode ter ocorrido entre 11h30 e 14h30, mas que ele não tem elementos seguros para dizer, do ponto de vista técnico e científico, que a vítima morreu no trajeto para a agência.

A defesa de Érika de Souza Vieira Nunes, sobrinha de Paulo e presa por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver, alega que ele morreu após chegar no banco.

A advogada diz que Érika não sabia que o tio estava morto na cadeira de rodas quando tentava sacar um empréstimo de R$ 17 mil.

Imagens de segurança apontam que os dois entram no shopping ao lado da agência por volta das 13h, com o idoso sem se mexer, na cadeira de rodas. Não há ainda o registro exato do horário em que eles entram no banco.

Um vídeo gravado por funcionários do banco (veja acima) mostra Paulo completamente imóvel e pálido enquanto a sobrinha conversa com ele – sempre sem resposta – e tenta fazer com que assine o documento para retirar o dinheiro.

A defesa afirma ainda que ela tem problemas psicológicos e que poderia estar em surto.

Causas da morte

O exame do IML afirmou que a morte foi causada por broncoaspiração de conteúdo estomacal e falência cardíaca, compatível com a de um homem previamente doente.

Os peritos aguardam ainda resultados de exames toxicológicos para determinar se houve algum fator externo envolvido na morte, como alguma droga ingerida por Paulo – o que pode ser indício de homicídio.

O delegado Fábio Luis, titular da 34ª DP, afirmou que livores cadavéricos encontrados no corpo indicam que Paulo não teria morrido sentado. Livores são acúmulos de sangue decorrentes da interrupção da circulação que, no caso dele, se acumularam na nuca, indicando que ele deve ter ido a óbito deitado.

Ainda segundo ele, se Paulo tivesse morrido no banco, haveria livores nas pernas, já que ele estava na cadeira de rodas. Mas a perícia inicial não encontrou manchas nos membros inferiores.

A polícia analisa vários vídeos que mostram o trajeto do idoso e da sobrinha até a agência. Em um deles, é possível ver Erika e o motorista de um aplicativo desembarcando o idoso do carro no estacionamento do shopping onde é localizada a agência. O motorista já foi ouvido na delegacia.

Para a polícia, as imagens são mais um indício de que Paulo já estava morto quando foi levado à agência.

Imagens de câmeras de segurança da entrada da agência bancária também mostram o idoso chegando empurrado em uma cadeira de rodas com a cabeça tombada para o lado.

A defesa da mulher que estava com Paulo contesta a versão da polícia e afirma que o idoso chegou vivo à agência.

Além de sustentar que Paulo chegou vivo à agência, a advogada Ana Carla de Souza Correa. afirma que a cliente tem um laudo psiquiátrico que foi apresentado na delegacia. “A senhora Érika faz um tratamento psicológico, toma remédios controlados. Fez tratamento bariátrica e precisa de tratamento psicológico”, disse.

Questionada se Érika pode não ter percebido que Paulo Roberto estava morto na agência bancária, ela disse: “Acredito que ela estava em surto naquele momento por causa dos medicamentos. Ela estava visivelmente alterada”

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